quinta-feira, 3 de março de 2011

Inglaterra

Inglaterra sec 15
O DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA MERCANTIL INGLESA

Durante a época feudal, a população da Inglaterra vivia em maior parte no campo, em comunidades locais que produziam lãs e víveres para o próprio consumo. As terras eram cultivadas visando o sustento familiar e passavam de pais para filhos. Os camponeses exploravam seus lotes dispersos em faixas pelas propriedades senhoriais, num sistema denominado "campos abertos: Eles utilizavam também as terras comuns" dos domínios para a pastagem do gado, a caça ou a obtenção madeira.

Gradualmente a partir do século XV, as aldeias começaram a modificar. Os gêneros agrícolas e as lãs nelas produzidos passaram ser vendidos em regiões mais afastadas, iniciando-se a formação de u: mercado nacional. A facilidade na obtenção da 19 favoreceu o desenvolvimento da indústria têxtil que se espalhou pelas aldeias através sistema doméstico de produção, fugindo às restrições impostas pelas corporações de ofício nas cidades.

À medida que o comércio da lã aumentava, os proprietários c terras iniciaram o cercamento de seus campos abertos (num processo denominado "enclousure" surgido no século XVI e que se estendeu até século XIX), expulsando os camponeses de seus lotes e acabando com os direitos tradicionais de utilização das "terras comuns" dos domínios Os enclousures tinham por objetivo favorecer a criação intensiva d carneiros para o fornecimento de lã em bruto e contou sempre com o apoio do Parlamento.

As regiões do sul e do leste da Inglaterra especializaram-se na produção de lã e de alimentos, cujos preços estavam em ascensão. A., terras se valorizaram, transformando-se numa mercadoria como outra qualquer podendo ser compradas, vendidas ou arrendadas, a critério de seu proprietário, 0 uso da moeda (Aumentado com a chegada do ouro e da prata da América) generalizou-se, substituindo o pagamento em espécie ou em trabalho entre camponeses e proprietários.

No século XVI, a Inglaterra tornou-se também um grande centro de extração de carvão e de produção de ferro, estanho, vidro, sabões e construção naval. Além da indústria têxtil, espalhada por burgos e aldeias do interior, surgiram empresas que utilizavam métodos novos para a extração do sal, o fabrico do papel, o refino do açúcar e a fundição do ferro e do cobre, A exploração das minas de carvão foi melhorada 1 com a utilização de bombas que permitiam o trabalho a grande profundidade.

Os lucros obtidos na produção e na exportação de mercadorias passaram - a ser investidos na compra de terras, ainda a principal riqueza e fonte de poder, por comerciantes, manufatureiros, traficantes e homens de negócios em geral. Surgiram assim os "agricultores capitalistas", um novo grupo de proprietários rurais, que investia seus ganhos na exploração comercial da terra.

0 desenvolvimento da economia mercantil dividiu os proprietários de terras e de riquezas em dois grupos antagônicos. De um lado, a alta nobreza formada pela antiga aristocracia dos "pares" do reino, que vivia das rendas fixas da terra e dos favores da corte e interessava-se em manter as práticas e os costumes feudais. De outro lado, consolidava-se a burguesia urbana e a "gentry" formada pela pequena burguesia independente e pelos novos agricultores capitalistas; esse grupo era partidário do cercamento dos campos e da liberdade de produção e de comercio.

A população rural também foi afetada pelo crescimento econômico. Havia os camponeses "yeomen" (pequenos e médios proprietários de terras) a os camponeses arrendatários que não eram donos dos lotes que cultivavam. A maioria dos yeomen que possuía propriedades de tamanho médio e produzia para o mercado, progrediu. Já os pequenos proprietários e os arrendatários com o início do cercamento dos campos, perderam suas terras e transformaram-se em assalariados ou desocupados.

Com a expulsão dos camponeses das terras cercadas, as revoltas tornaram-se freqüentes na Cornualha, no Devonshire e em Norfolk. 0 governo inglês tentou interferir, defendendo para os camponeses as 'Ire servas de terras de uso comum", para a pastagem do gado, mas não obteve êxito, visto que a iniciativa ia contra os interesses da gentry e dos camponeses proprietários (os yeomen), beneficiados pelos cercamentos que possuíam representantes no Parlamento.

0 desenvolvimento econômico e a generalização do uso da moeda trouxeram lucros para a burguesia urbana, a gentry e parte da yeo manry, grupos sociais que se dedicavam ao comércio e à produção, enquanto que a alta nobreza e grande parte dos camponeses viam seus rendimentos diminuírem ou perderem seu valor.

ABSOLUTISMO E MERCANTILISMO

Henrique VII (1485/1509) foi o iniciador da centralização política na Inglaterra, submetendo os nobres e subordinando as administrações locais ao seu controle. A centralização prosseguiu no reinado de Henrique VIII (1509/1547), facilitada pela criação, em 1534, da Igreja Anglicana, chefiada pelo monarca e separada da Igreja Católica Romana, após uma crise com o papa Clemente VII. As terras e as propriedades da Igreja Católica foram confiscadas pelo Estado e vendidas para a nobreza e para a burguesia.

Mesmo com o poder político fortalecido, os monarcas ingleses da dinastia Tudor -Henrique VII, Henrique VIII, Eduardo VI, Maria Tudor e Elisabeth 1 (1558/1603) - mantiveram um relacionamento razoável com o Parlamento, garantindo no país as tradições e as aparências de um governo representativo.

0 reinado de Elisabeth I foi um, período de grande crescimento econômico e correspondeu ao apogeu do absolutismo na Inglaterra.Seu governo praticou intensa intervenção na economia, através de medidas mercantilistas de favorecimento à% agricultura, às manufaturas, ao comércio e à navegação', Em 1581, um mercantilista inglês recomendava à rainha "acabar com a importação das mercadorias fabricadas no estrangeiro, e que poderiam sê-lo entre nós, restringindo a exportação de nossas lãs, peles e outros produtos no estado bruto, chamando artesãos de fora sob o controle das cidades, fabricando mercadorias suscetíveis de serem exportadas.

Elisabeth I proibiu a exportação de li em bruto e a importação de fios e de tecidos; distribuiu prêmios a que m fabricasse bons navios e concedeu monopólios temporários àqueles que introduzissem 'novas atividades no país, Os trabalhadores das manufaturas inglesas eram recrutados entre os camponeses expulsos do campo, transformados em desempregados e mendigos. Criaram-se leis que previam castigos e penas de morte aos que se recusassem a trabalhar. Surgiram as "Workhouses", onde os internos eram submetidos a uma longa jornada de trabalho, sob rígida disciplina.

Apesar de a rainha Elisabeth ter praticado intervenções militares nos Países-Baixos e na França, a inferioridade dos exércitos ingleses impediu qualquer ocupação territorial no continente europeu. 0 feito militar de maior vulto de seu reinado foi à anexação da Irlanda conseguida em uma guerra iniciada em 1595 e que durou nove anos. Por ser uma ilha, a Inglaterra não se sentia ameaçada de invasão, fato que desmilitarizou precocemente a sua nobreza. Por isso, não havia no e país um exército profissional permanente, semelhante aos existentes na Espanha e na França, as duas principais potências européias do século. XVI. Devido à presença, do Parlamento, a Coroa inglesa também não tinha autonomia financeira nem uma burocracia forte, como a França.

A grande realização do Estado absolutista inglês foi a modernização de sua marinha, iniciada por Henrique VIII, que quadruplicou o número de embarcações. A partir de 1579, os galeões da frota real passaram a ser equipados com canhões de longo alcance, fato que lhes permitia 'acertar os navios inimigos a uma grande distancia. Além de servirem ao comércio, os navios passaram a servir também à guerra, favorecendo a expansão marítima inglesa. Em 1588, os ingleses enfrentaram e venceram a "Invencível Armada" de Filipe II, aplicando um sério golpe no prestígio da Espanha, considerada então o mais poderoso país europeu. A partir daí, intensificaram-se as viagens de navegadores e decorsários à América, com o objetivo de saquear as embarcações espanholas carregadas de ouro e de empreender contrabando com as Antilhas.

EXPANSÃO MARÍTIMA E COLONIZAÇÃO

Com o crescimento do comércio e da navegação, foram fundadas as companhias inglesas de comércio, que reuniam capitais de acionistas e recebiam monopólios do Estado para a exploração de determinado produto ou de uma zona comercial, Foi o caso da Companhia da Turquia, da Companhia de Moscóvia, da Companhia da África, da Companhia das Índias Orientais (1600) e da Companhia da Virgínia (fundada em 1606 para a exploração da América Inglesa).

A ocupação efetiva de territórios da América do Norte pelos ingleses ocorreu a partir de 1607, quando foi fundada Jamestown, capital da Virgínia, no governo de Jaime I. A ação colonizadora foi facilitada pela existência de grande número de pessoas expulsas do campo pelos "enclousures" que se encaminhou para a América onde havia facilidade na obtenção de terras.

No decorrer do século XVII, o fluxo migratório contou com famílias burguesas e nobres que abandonaram a Inglaterra devido às perseguições religiosas ou políticas: eram os puritanos, os presbiterianos, os quakers, os católicos, etc. Até 1776, data de sua independência, existiam 13 colônias inglesas na América, fundadas por particulares por companhias de comércio ou pertencentes à Coroa.

Das colônias americanas chegavam a metrópole o tabaco, o índigo e o arroz (cultivados nas "plantations" escravistas do sul) e a batata, o milho, o centeio, a Levada e as peles de animais raros (produzidos nas colônias do centro e do norte), sendo proibido o intercâmbio direto com outros países, Entretanto, essas proibições não eram muito respeitadas e logo se desenvolveram ativas trocas entre as colônias do norte (região denominada Nova Inglaterra), as Antilhas e a África. Esse comércio triangular fortaleceu a burguesia colonial e trouxe-lhe grandes lucros.

As cidades inglesas de Líverpool e Bristol destacaram-se como portos ligados ao tráfico de escravos para a América, devido à necessidade crescente de mão-de-obra nas plantações e nas minas das colônias inglesas, portuguesas e espanholas. 0 escambo de negros na África era feito com mercadorias como têxteis e utensílios de ferro. Estima - se que, durante os 300 anos do tráfico de escravos, 15 milhões de negros foram introduzidos na América, sendo o Brasil o principal comprador, ocasionando a maior migração forçada de um continente para outro que o mundo conheceu. Os lucros acumulados pela Inglaterra com essa atividade levaram muitos historiadores a considerarem-na uma das causas favoráveis ao início da revolução industrial inglesa, em meados do século XVIII.

0 progresso econômico verificado nos séculos XVI e XVII enriqueceu a burguesia e os proprietários rurais que produziam para o mercado. Porém, entrou em choque com o sistema político vigente, baseado em leis e instituições ainda predominante feudais devido à influência da nobreza conservadora, fortemente representada na Câmara dos Lords. As mudanças vieram com a Revolução Inglesa de 1640/1660, da qual saírem vitoriosas as classes progressistas, que passaram a dominar o Parlamento inglês, favorecendo o livre desenvolvimento das forças capitalistas.


O Reino Unido é uma monarquia constitucional com Rainha Elizabeth II como chefe de Estado; o monarca do Reino Unido também atua como chefe de Estado de outros quinze países da Commonwealth, colocando o Reino Unido em uma união pessoal com aqueles outros países. A Coroa tem soberania sobre a Ilha de Man e os Bailiados de Jersey e Guernsey. Em conjunto, estes três territórios são conhecidos como as dependências da Coroa, terras pertencentes ao monarca britânico, mas que não fazem parte do Reino Unido. Elas também não fazem parte da União Européia. No entanto, o Parlamento do Reino Unido tem autoridade para legislar sobre as dependências, e o governo britânico cuida das relações exteriores e da defesa das dependências.

O Reino Unido tem um governo parlamentar baseado em fortes tradições: o Sistema de Westminster, foi copiado em todo o mundo - um legado do Império Britânico. A Constituição do Reino Unido governa o quadro jurídico do país, e é composto principalmente de fontes escritas, incluindo estatutos, jurisprudência, e tratados internacionais. Como não existe diferença técnica entre estatutos comuns e leis, considerados "Direito Constitucional", o Parlamento britânico pode executar "reformas constitucionais" simplesmente pela aprovação de Atos parlamentares e, portanto, tem o poder para alterar ou abolir quase qualquer elemento escrito ou não-escrito da Constituição. No entanto, o Parlamento não pode aprovar leis que os futuros parlamentares não possam mudar.[91] O Reino Unido é um dos três países no mundo de hoje que não tem uma Constituição codificada (sendo os outros dois a Nova Zelândia e Israel ).[92]

A posição de Primeiro-ministro, chefe de governo do Reino Unido, pertence ao membro do Parlamento que consegue a confiança da maioria na Câmara dos Comuns, normalmente o actual líder do partido político com maior representação nessa câmara. O Primeiro-Ministro e o Gabinete são formalmente nomeados pelo monarca para formar o Governo de Sua Majestade. Entretanto o Primeiro-ministro é quem escolhe o Gabinete, e por convenção, a Rainha respeita a escolha do Primeiro-Ministro. O Gabinete é tradicionalmente formado por membros do partido do Primeiro-Ministro nas duas casas legislativas, mas principalmente da Câmara dos Comuns. O poder executivo é exercido pelo Primeiro-Ministro e seu Gabinete, os quais são empossados no Mais Honorável Conselho Privado de Sua Majestade, e tornam-se Ministros da Coroa. Gordon Brown, líder do Partido Trabalhista, foi o Primeiro-Ministro, Primeiro Lorde do Tesouro e Ministro do Serviço Público a partir de 27 de Junho de 2007. No entanto, após as eleições de 2010, Brown renunciou no dia 11 de maio de 2010. A decisão foi tomada na medida em que convervadores e liberais-democratas se aproximam de um acordo para formar um novo governo. A saída de Brown encerra um ciclo de 13 anos de governos trabalhistas no Reino Unido, iniciado quando Tony Blair derrotou o conservador John Major em 1997. Na terça-feira, dia 11 de maio de 2010, a rainha Elizabeth II encarrega David Cameron como novo primeiro-ministro inglês para formação de um governo.[93]
O Palácio de Westminster.

O Parlamento do Reino Unido, que reúne-se no Palácio de Westminster é a autoridade legislativa máxima no Reino Unido. Ele é constituído por duas câmaras: uma Câmara dos Comuns, eletiva, e uma Câmara dos Lordes, nomeada, e qualquer projeto de lei aprovado exige o parecer favorável da Rainha para tornar-se lei. O parlamento devolvido na Escócia e as assembléias devolvidas na Irlanda do Norte, e País de Gales foram criadas após a aprovação pública, expressa através de referendos, mas estas não são entidades soberanas e podem ainda serem suprimidas pelo parlamento britânico.

Nas eleições para a Câmara dos Comuns, o Reino Unido está atualmente dividido em 646 círculos eleitorais, com 529 na Inglaterra, 18 na Irlanda do Norte, 59 na Escócia e 40 no País de Gales, embora este número aumente para 650 nas próximas eleições gerais. Cada círculo eleitoral elege um membro do Parlamento por pluralidade simples. As eleições gerais são convocadas pelo monarca quando o Primeiro-Ministro assim aconselhar-lhe. Embora não haja um tempo mínimo para um Parlamento, uma nova eleição deve ser convocada no prazo de cinco anos após a ùltima eleição geral. Para as eleições do Parlamento Europeu, o Reino Unido tem 78 deputados, eleitos através de 12 círculos eleitorais pelo método de múltiplos vencedores. As questões sobre soberania têm sido apresentadas devido à adesão do Reino Unido à União Européia.[94]

Os três maiores partidos políticos britânicos são: o Partido Trabalhista, o Partido Conservador, e os Liberais Democratas, conquistando entre eles 616 dos 646 lugares disponíveis na Câmara dos Comuns, nas Eleições Gerais de 2005. A maior parte dos lugares restantes foram ganhos por partidos que disputam as eleições em apenas uma parte do Reino Unido, tais como o Partido Nacional Escocês (apenas na Escócia), Plaid Cymru (apenas no País de Gales), e os Partido Unionista Democrático, Partido Trabalhista e Social Democrático, Partido Unionista do Ulster, e Sinn Féin (só na Irlanda do Norte, apesar de o Sinn Féin também disputar as eleições na Irlanda). De acordo com a política do partido, nenhum membro do Sinn Féin eleito para o Parlamento jamais foi à Câmara dos Comuns para discursar na Câmara em nome dos seus eleitores, porque os deputados do Parlamento são obrigados a fazer um juramento de fidelidade à rainha. No entanto, os atuais cinco deputados do Sinn Féin têm, desde 2002, usado os escritórios e outras instalações disponíveis em Westminster.[95]

O Reino Unido é uma união[9][10] de quatro nações constituintes: Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales. O Reino Unido é governado por um sistema parlamentar com a sede do governo em Londres, a capital, e é uma monarquia constitucional com a rainha Isabel II sendo a chefe de Estado. As dependências da Coroa das Ilhas do Canal (ou Ilhas Anglo-Normandas) e a Ilha de Man, formalmente possessões da Coroa, não fazem parte do Reino Unido, mas formam uma confederação com ele.[11] O Reino Unido tem quatorze territórios ultramarinos,[12] todos remanescentes do Império Britânico, que no seu ápice, possuía quase um quarto da superfície terrestre mundial, fazendo desse o maior império da história. Como resultado do império, a influência britânica pode ser vista na língua, cultura e sistemas judiciários de muitas de suas ex-colônias como o Canadá, Austrália, Índia e os Estados Unidos. A rainha Elizabeth II permanece como a chefe da Comunidade das Nações (Commonwealth) e chefe de Estado de cada uma das monarquias na Commonwealth.

O Reino Unido é um país desenvolvido, com a sexta (PIB nominal) ou sétima (PPP) maior economia do mundo. Ele foi o primeiro país industrializado do mundo[13] e a principal potência mundial durante o século XIX e o começo do século XX,[14] mas o custo económico de duas guerras mundiais e o declínio de seu império na segunda metade do século XX reduziu o seu papel de líder nos assuntos globais. O Reino Unido, no entanto, permaneceu sendo uma potência importante com forte influência económica, cultural, militar e política e é uma potência nuclear, com o segundo ou terceiro (dependendo do método de cálculo) maior gasto em defesa do mundo. É um Estado membro da União Europeia, tem um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, e é membro do G8, OTAN, OMC e da comunidade das nações
O liberalismo de Adam Smith
Adam Smith.

As novidades da Revolução Industrial trouxeram muitas dúvidas. O pensador escocês Adam Smith procurou responder racionalmente às perguntas da época. Seu livro A Riqueza das Nações (1776) é considerado uma das obras fundadoras da ciência econômica. Ele dizia que o individualismo é útil para a sociedade. Seu raciocínio era este: quando uma pessoa busca o melhor para si, toda a sociedade é beneficiada. Exemplo: quando uma cozinheira prepara uma deliciosa carne assada, você saberia explicar quais os motivos dela? Será porque ama o seu patrão e quer vê-lo feliz ou porque está pensando, em primeiro lugar, nela mesma ou no pagamento que receberá no final do mês? De qualquer maneira, se a cozinheira pensa no salário dela, seu individualismo será benéfico para ela e para seu patrão. E por que um açougueiro vende uma carne muito boa para uma pessoa que nunca viu antes? Porque deseja que ela se alimente bem ou porque está olhando para o lucro que terá com futuras vendas? Graças ao individualismo dele o freguês pode comprar boa carne. Do mesmo jeito, os trabalhadores pensam neles mesmos. Trabalham bem para poder garantir seu salário e emprego.

Portanto, é correto afirmar que os capitalistas só pensam em seus lucros. Mas, para lucrar, têm que vender produtos bons e baratos. O que, no fim, é ótimo para a sociedade.

Então, já que o individualismo é bom para toda a sociedade, o ideal seria que as pessoas pudessem atender livremente a seus interesses individuais. E, para Adam Smith, o Estado é quem atrapalhava a liberdade dos indivíduos. Para o autor escocês, "o Estado deveria intervir o mínimo possível sobre a economia". Se as forças do mercado agissem livremente, a economia poderia crescer com vigor. Desse modo, cada empresário faria o que bem entendesse com seu capital, sem ter de obedecer a nenhum regulamento criado pelo governo. Os investimentos e o comércio seriam totalmente liberados. Sem a intervenção do Estado, o mercado funcionaria automaticamente, como se houvesse uma "mão invisível" ajeitando tudo. Ou seja, o capitalismo e a liberdade individual promoveria o progresso de forma harmoniosa.

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